Em Jeremias 15:16 lemos que o profeta encontra a Palavra de Deus, e para ele essa palavra foi doce na sua boca, sendo em seu coração gozo e alegria. Em Ezequiel 3:3 também encontramos o momento em que o Senhor lhe dá o rolo com a Palavra para que o profeta coma. Ao comê-lo, em sua boca era doce como o mel. Em Apocalipse 10:8-11 o mesmo ocorre com João, e ao comer o livrinho, ele era doce em sua boca, mas em seu ventre era amargura.
A Palavra de Deus é a mesma em todo o tempo, desde o princípio. O profeta Elias disse que sua voz é mansa e delicada e agora descobrimos que sua Palavra é doce como o mel. O que é diferente é o tipo de pessoa que recebe a Palavra. Para aqueles que a recebem e a põem sobre o coração, ela é gozo e alegria, porque revela a salvação em Jesus; revela o grande amor do Pai; e revela a beleza da Obra do Espírito Santo. Para aqueles que a recebem, mas não a põem para dentro de suas vidas, ela não é nada; não produz nada; não tem gosto de nada. Não acontece nada dentro dele.
João foi um servo fiel a Deus. O texto mostra que, aqueles que recebem a Palavra e a usam para satisfazer seus interesses pessoais (satisfazer o ventre), ela é amarga. Porque não coaduna com a razão; não satisfaz a carne e traz juízos. A Palavra de Deus deve ser depositada no coração e não no ventre (Sl 119:11).
Jesus, o nosso descanso
Os versículos de Jeremias 17:24-27 falam a respeito do dia de sábado, o dia de descanso. Como sabemos, sábado quer dizer descanso. Muitas vezes pensamos que estamos bem, que nosso corpo não necessita descansar e continuamos a trabalhar. Trabalhamos até muito tarde à noite, não aproveitamos as férias, todos os dias parecem iguais. Mas, o corpo necessita de descanso, porque com o passar dos anos, ele vai envelhecendo, enferma e quer descansar. Muitas pessoas somente percebem que seu corpo necessita disso quando enfermam. Semelhantemente, nossa alma sente as mesmas necessidades. Assim como Deus deu o sábado físico para descanso do corpo, deu também o Sábado espiritual para descanso da alma.
Para Israel a lei ordenava guardar o sábado para descanso do corpo e fazer a obra de Deus. Mas, profeticamente, o sábado simboliza a pessoa do Senhor Jesus. Nossa alma necessita dele. Então, quando Israel, em suas atitudes, dizia não precisar do sábado para descansar, era o mesmo que dizer que sua alma não necessitava do repouso que Jesus Cristo veio dar a ela. Não permitam que entrem mercadores no dia de sábado por suas portas; não negociem a visitação do Espírito Santo por outras coisas. Não abram as portas de seus corações para que entrem cargas por elas, porque Jesus quer dar descanso, paz, saúde e vida.
Os frutos da Figueira para o povo de Deus
A Palavra fala que aqueles que já haviam morrido eram mais ditosos que os que saíram, porque a grande maioria dos judeus que foram levados cativos morreram durante os setenta anos que ficaram fora de Israel e seus ossos sepultados em terra estranha e muitos nasceram, viveram e morreram sem ver Jerusalém (Jer 22:10). A figueira (Jeremias 24:1-2) é símbolo de Israel. A Palavra fala a respeito da figueira plantada à beira do caminho. Essa figueira plantada à beira do caminho deveria dar frutos para o estrangeiro, com o objetivo de que essa pessoa se alegrasse com o fruto encontrado e tivesse desejo de permanecer em Israel e assim conhecer os costumes e, principalmente, O Deus de Israel. Por um tempo, Israel fez isso com perfeição. Foi assim que Raabe, de Jericó, veio a fazer parte de Israel; foi assim que os gibeonitas fizeram aliança com Josué; foi assim que Rute, a moabita, foi agregada ao povo de Deus... e tantos outros mais. A bênção eterna estava sobre Israel e através desse povo, todas as nações e povos seriam abençoados, essa era a promessa feita a Abraão. Por esse motivo, Israel era uma nação sacerdotal. Mas Israel se esqueceu disso, ou, talvez, não tenha compreendido seu papel.
Quando Jesus procurou figos na figueira, ela estava sem frutos. Então Ele disse: Para que ocupa a terra se não dá frutos? A figueira se secou, consequentemente. O Senhor disse que no meio daquele povo havia homens e mulheres que o temiam, mas também havia outros tantos que o não temiam. Aqueles que eram seus servos e foram para a Babilônia, o Senhor prometeu que seriam tratados com honra e voltariam a Israel, mas os maus iam morrer no cativeiro. Alguns exemplos da fidelidade do Senhor para com seu povo incluem: Ester cuja casou-se com o rei Assuero e veio a ser rainha sobre 127 províncias. Mardoqueu cujo era primo de Ester, foi o segundo no reino, junto com o rei Assuero. Esdras cujo foi sacerdote que voltou do exílio junto com Zorobabel para reedificar o templo em Jerusalém, por ordem do rei Ciro, cumprindo sobre ele a profecia de Jeremias 24:6. Neemias cujo foi copeiro do rei e mais tarde foi nomeado governador da Judeia. Daniel cujo ocupou uma posição elevada no reino de Nabucodonosor e Dario. Ananias, Azarias e Misael, amigos de Daniel, cujos foram engrandecidos no reino de Babilônia.
A visão de Ezequiel
i) Rosto como de leão: Está relacionado ao Evangelho Segundo Mateus que apresenta Jesus como o Rei. Esse evangelho foi escrito para os judeus e demonstra sua autoridade de Senhor e Rei.
ii) Rosto como de boi: Está relacionado ao Evangelho Segundo Marcos que apresenta Jesus como aquele que veio para servir. Esse evangelho foi escrito aos romanos e demonstra o trabalho de Deus para salvação do homem.
iii) Rosto como de homem: Está relacionado ao Evangelho Segundo Lucas que apresenta Jesus como homem. Esse evangelho foi escrito aos gregos e demonstra a humanidade de Jesus, porém como homem perfeito
iv) Rosto como de águia: Está relacionado ao Evangelho Segundo João que apresenta Jesus como Filho de Deus. Esse evangelho foi escrito à igreja e demonstra o imensurável amor de Deus pelo homem.