Semana 35

Comentários Bíblicos: de 26 de agosto a 01 de setembro de 2024

O resultado da palavra do Senhor

  • Em Jeremias 15:16 lemos que o profeta encontra a Palavra de Deus, e para ele essa palavra foi doce na sua boca, sendo em seu coração gozo e alegria. Em Ezequiel 3:3 também encontramos o momento em que o Senhor lhe dá o rolo com a Palavra para que o profeta coma. Ao comê-lo, em sua boca era doce como o mel. Em Apocalipse 10:8-11 o mesmo ocorre com João, e ao comer o livrinho, ele era doce em sua boca, mas em seu ventre era amargura.

  • A Palavra de Deus é a mesma em todo o tempo, desde o princípio. O profeta Elias disse que sua voz é mansa e delicada e agora descobrimos que sua Palavra é doce como o mel. O que é diferente é o tipo de pessoa que recebe a Palavra. Para aqueles que a recebem e a põem sobre o coração, ela é gozo e alegria, porque revela a salvação em Jesus; revela o grande amor do Pai; e revela a beleza da Obra do Espírito Santo. Para aqueles que a recebem, mas não a põem para dentro de suas vidas, ela não é nada; não produz nada; não tem gosto de nada. Não acontece nada dentro dele.

  • João foi um servo fiel a Deus. O texto mostra que, aqueles que recebem a Palavra e a usam para satisfazer seus interesses pessoais (satisfazer o ventre), ela é amarga. Porque não coaduna com a razão; não satisfaz a carne e traz juízos. A Palavra de Deus deve ser depositada no coração e não no ventre (Sl 119:11).

Jesus, o nosso descanso

  • Os versículos de Jeremias 17:24-27 falam a respeito do dia de sábado, o dia de descanso. Como sabemos, sábado quer dizer descanso. Muitas vezes pensamos que estamos bem, que nosso corpo não necessita descansar e continuamos a trabalhar. Trabalhamos até muito tarde à noite, não aproveitamos as férias, todos os dias parecem iguais. Mas, o corpo necessita de descanso, porque com o passar dos anos, ele vai envelhecendo, enferma e quer descansar. Muitas pessoas somente percebem que seu corpo necessita disso quando enfermam. Semelhantemente, nossa alma sente as mesmas necessidades. Assim como Deus deu o sábado físico para descanso do corpo, deu também o Sábado espiritual para descanso da alma.

  • Para Israel a lei ordenava guardar o sábado para descanso do corpo e fazer a obra de Deus. Mas, profeticamente, o sábado simboliza a pessoa do Senhor Jesus. Nossa alma necessita dele. Então, quando Israel, em suas atitudes, dizia não precisar do sábado para descansar, era o mesmo que dizer que sua alma não necessitava do repouso que Jesus Cristo veio dar a ela. Não permitam que entrem mercadores no dia de sábado por suas portas; não negociem a visitação do Espírito Santo por outras coisas. Não abram as portas de seus corações para que entrem cargas por elas, porque Jesus quer dar descanso, paz, saúde e vida.

Os frutos da Figueira para o povo de Deus

  • A Palavra fala que aqueles que já haviam morrido eram mais ditosos que os que saíram, porque a grande maioria dos judeus que foram levados cativos morreram durante os setenta anos que ficaram fora de Israel e seus ossos sepultados em terra estranha e muitos nasceram, viveram e morreram sem ver Jerusalém (Jer 22:10). A figueira (Jeremias 24:1-2) é símbolo de Israel. A Palavra fala a respeito da figueira plantada à beira do caminho. Essa figueira plantada à beira do caminho deveria dar frutos para o estrangeiro, com o objetivo de que essa pessoa se alegrasse com o fruto encontrado e tivesse desejo de permanecer em Israel e assim conhecer os costumes e, principalmente, O Deus de Israel. Por um tempo, Israel fez isso com perfeição. Foi assim que Raabe, de Jericó, veio a fazer parte de Israel; foi assim que os gibeonitas fizeram aliança com Josué; foi assim que Rute, a moabita, foi agregada ao povo de Deus... e tantos outros mais. A bênção eterna estava sobre Israel e através desse povo, todas as nações e povos seriam abençoados, essa era a promessa feita a Abraão. Por esse motivo, Israel era uma nação sacerdotal. Mas Israel se esqueceu disso, ou, talvez, não tenha compreendido seu papel.

  • Quando Jesus procurou figos na figueira, ela estava sem frutos. Então Ele disse: Para que ocupa a terra se não dá frutos? A figueira se secou, consequentemente. O Senhor disse que no meio daquele povo havia homens e mulheres que o temiam, mas também havia outros tantos que o não temiam. Aqueles que eram seus servos e foram para a Babilônia, o Senhor prometeu que seriam tratados com honra e voltariam a Israel, mas os maus iam morrer no cativeiro. Alguns exemplos da fidelidade do Senhor para com seu povo incluem: Ester cuja casou-se com o rei Assuero e veio a ser rainha sobre 127 províncias. Mardoqueu cujo era primo de Ester, foi o segundo no reino, junto com o rei Assuero. Esdras cujo foi sacerdote que voltou do exílio junto com Zorobabel para reedificar o templo em Jerusalém, por ordem do rei Ciro, cumprindo sobre ele a profecia de Jeremias 24:6. Neemias cujo foi copeiro do rei e mais tarde foi nomeado governador da Judeia. Daniel cujo ocupou uma posição elevada no reino de Nabucodonosor e Dario. Ananias, Azarias e Misael, amigos de Daniel, cujos foram engrandecidos no reino de Babilônia.

A visão de Ezequiel

  • A visão de Ezequiel (Ezequiel 1:5-12) é muito difícil de se tentar imaginar exatamente como ele descreve, mas o sentido profético é bastante claro para quem já conhece a Palavra. A visão se refere à pessoa do Senhor Jesus. Vemos aqui os quatro animais que simbolizam as quatro formas como o Senhor Jesus é apresentado nos evangelhos.

i) Rosto como de leão: Está relacionado ao Evangelho Segundo Mateus que apresenta Jesus como o Rei. Esse evangelho foi escrito para os judeus e demonstra sua autoridade de Senhor e Rei.

ii) Rosto como de boi: Está relacionado ao Evangelho Segundo Marcos que apresenta Jesus como aquele que veio para servir. Esse evangelho foi escrito aos romanos e demonstra o trabalho de Deus para salvação do homem.

iii) Rosto como de homem: Está relacionado ao Evangelho Segundo Lucas que apresenta Jesus como homem. Esse evangelho foi escrito aos gregos e demonstra a humanidade de Jesus, porém como homem perfeito

iv) Rosto como de águia: Está relacionado ao Evangelho Segundo João que apresenta Jesus como Filho de Deus. Esse evangelho foi escrito à igreja e demonstra o imensurável amor de Deus pelo homem.

  • No versículo 12 lemos que cada um desses seres andava para frente de si e não se voltavam nem se viravam quando andavam. Como isso é possível? Um ser com quatro faces, uma virada para cada lado. Enquanto uma caminhasse para frente, outra deveria andar para trás e duas para o lado! Mas a visão mostra que todas elas andavam para frente de si e ao mesmo tempo. O significado disso é que o Senhor Jesus se apresentou como Rei, Servo, Homem e Filho de Deus ao mesmo tempo e em cada um de seus atos é possível reconhecer essas quatro características juntas e nenhum ato realizado anula uma de suas personalidades. Assis, numa cura, por exemplo, Jesus estava exercendo um ato de justiça, como rei, a um de seus servos. Jesus estava trabalhando, como servo, para o bem-estar do homem. Jesus estava demonstrando sua humanidade quando entende a necessidade do homem e o atende operando o que ele necessita. Jesus estava operando um milagre, o que somente Deus pode realizar. É possível ver essas características em todos seus feitos, porém cada evangelho evidencia uma delas e todos eles são para alcançarmos o projeto de Salvação em Jesus.